Todos nós já vestimos a pele de um turista numa cidade. De férias num local que não conhecíamos, sem saber onde comer, sem tempo a perder, num city break de fim-de-semana. Mas também sabemos as vantagens que as novas tecnologias proporcionam, o ter um acesso à Internet antes de entrar num restaurante, permitindo saber o que outros recomendam, ou até se o dito estabelecimento é bem cotado.
Actualmente os turistas quando chegam à cidade comportam-se quase como caçadores, com as suas câmaras em punho, tentando captar tudo o que vêem, muitas vezes parecendo que mal olham para o que se passa à sua volta.
As capacidades interactivas [POST #1] e de partilha em rede [POST#2] vieram estimular uma dependência das pessoas para com estes gadgets móveis, que são recentes, mas que se estão a massificar à escala global.
“Now the rise of smartphones and tablet computers threatens to erode the PC's dominance, prompting talk that a “post-PC” era is finally dawning” [1]
Existe uma nova tendência de mobilidade que está a ameaçar a fixa.
A revolução tecnológica parece em constante crescimento, e a própria Internet parece estar ainda a dar os primeiros passos, pois o desenvolvimento tecnológico de computadores e redes continua a uma escala quase exponencial, estando o mundo agora a entrar no universo da banda larga fixa e móvel.
“Os meios tecnológicos são matérias-primas ou recursos naturais exactamente como o carvão, algodão ou o petróleo.” [2]
De facto, a sociedade ainda não se adaptou ao impacto destas palavras de McLuhan, veja-se o caso das crises económicas em países com poucos recursos naturais. Esta poderia ser uma fonte de rendimento para os próximos anos.
Assim, e com a noção de matéria-prima em mente, há muito que aproveitar e transformar, trabalhando as cidades e a cultura.