A massificação do pensamento não linear na informação, trazida pela revolução tecnológica, veio moldar a maneira como encaramos a sociedade, mudar hábitos e percepções [ver post#4]. Flusser fala sobre a “visão fotográfica” para explicar essa mudança:
“We no longer imagine that society is a group of people who have somehow been placed in relation to each other, but rather, that we live within a field of inter-subjective relations, in an undulating net that constantly reties and unties. Thus the historic question: ‘does society serve humans or do humans serve society?’ becomes fundamentally meaningless.” [1]
Esta realidade torna-se patente na maneira como encaramos a Internet, no nosso papel de leitor/contribuidor, na ligação daquilo que colocamos e daquilo que vemos. Nos caminhos que construímos ao pesquisar um assunto num determinado motor de busca. Naquilo que acontece entre o nosso ponto de partida e o de chegada.
Mas Flusser argumenta: “Doubtlessly, we would lose much if we lost the linear code, and with it historical, process oriented, critical thinking. Almost everything that we identify with. But then other abilities would come into play that we have not yet utilized.” [2]
Assim, a ideia de perda do pensamento linear não se aplica. Podendo ser exploradas as novas potencialidades da rede sem perder o sentido do passado e sem medo que o futuro possa destruir o que está para trás.
Esta noção acaba por ter importância no desenvolvimento dos novos media que pode sempre contar com o conforto da linearidade à medida que novas capacidade de hiperligações entre conteúdos se vai explorando.