The Media Archive!

STATEMENT FASE#4

Neste projecto de arquivo pretendo perceber quais os efeitos causados pela aplicação
de um interface gráfico à consulta de um arquivo colectivo e à geração de arquivo pela consulta do mesmo.

O sistema de arquivo digital criado caracteriza-se por ser uma máquina geracional de arquivo, na forma de posts. A elaboração do projecto tem como ponto de partida a aplicação do mecanismo originário da fase 2 à consulta do arquivo digital.

O efeito de estranheza causado pela presença desta máquina contrasta com a comummente existência de uma caixa de texto, ou vulgo motor de busca textual, tradicionais em sistemas de busca. Pretende-se assim que a consulta seja feita de forma já previamente determinada e observar assim o efeito que tal possa criar na interacção com o utilizador.

Para demonstrar a potencialidade deste sistema de arquivo, decidimos por uma instalação multimédia e pela observação da interacção directa do utilizador.

A instalação multimédia funciona como um equipamento stand alone em que o utilizador é levado a interagir. A instalação é composta por uma tela de projecção, uma mesa, um rato e uma impressora, escondido do utilizador está também um computador e a cablagem necessária para conectar os equipamentos e a energia. Na tela está projectada de forma permanente a máquina de consulta do arquivo.

Este mecanismo extraído da fase 2 transforma-se num portal de comunicação com o arquivo digital, ao qual todo o arquivo se resume, um autêntico “círculo dos saberes” – Olga Pombo. O círculo enquanto forma perfeita e representativa da união foi escolhido como um meio pois simboliza neste sistema a união dos saberes e a união entre o digital e o analógico.

Ao serem seleccionados dois ou mais botões do mecanismo é possível imprimir uma folha com informação cruzada originária do arquivo. Esta folha assume a forma de um post contendo informação textual. A impressão sequencial das folhas que vão saindo da consulta permite observar a criação de um arquivo físico originário do digital. Um segundo arquivo que reforça a ideia de um ciclo infinito de informação que é gerada através de informação. É também uma abordagem crítica à forma como usamos a informação, transformando-a, colocando o nosso contributo e onde no fim temos informação “nova”, uma abordagem inspirada em Levoisier de que “(…) nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”.

Planta da instalação:

planta da instalação

 

Em termos tecnológicos a instalação corre numa base aplicacional em HTML e Javascript tendo como interface um browser de internet. A programação existente tem como função imprimir secções de texto relacionadas com as escolhas que são feitas na máquina. Isto é, cada botão/tema está interligado a um conjunto de informação. O utilizador ao escolher dois ou mais temas, está a dar indicações ao programa para seleccionar um parágrafo de cada um desses temas, montá-los num ficheiro A4 e imprimi-los de forma automática na impressora existente. A instalação imprimirá o número de folhas necessárias à quantidade de temas que foram seleccionados pelo utilizador.

A minha participação no grupo incidiu para além dos aspectos gerais sobre:

  1. A escolha e a problemática da criação de um arquivo analógico tendo como origem o digital, isto é, na possibilidade do utilizador ao interagir com o arquivo digital, de poder ele próprio gerar um arquivo. Arquivo este que contém as contribuições dos vários utilizadores;
  2. Escolha pela aplicação e pelo desenvolvimento do mecanismo de pesquisa ao frontend do media archive, conforme a descrição da opção por este mecanismo anteriormente explicada.
  3. Parte da programação efectuada na plataforma ao nível das funções de programação, nomeadamente desenho das linhas, função de geração da pagina A4 e a função de impressão.
  4. O layout da planta da futura instalação.