“A revolução do nosso presente é, incontestavelmente, maior que a de Gutenberg. Não altera apenas a técnica de reprodução do texto, mas altera também as estruturas e as próprias formas do suporte que o comunica ao leitor” [1]
As rotas e caminhos percorridos por nós são, hoje em dia, auxiliados por sistemas de GPS e pelas aplicações de mapas como o Google Maps, que permitem entre outros, a ligação com locais e estabelecimentos e a partilha de fotografias e vídeos desses locais pelas pessoas. É este o tipo de mapa moderno das nossas cidades.
Nestas rotas há certamente locais onde podemos contribuir com informação cultural, onde podemos georreferenciar comentários e imagens visuais. Conhecendo os pormenores dos monumentos, das ruas e as histórias que os edifícios têm para nos contar.
O projecto do Turismo de Portugal sobre o primeiro QR Code em calçada nas ruas de Lisboa é um bom exemplo disso. Trazer o virtual para o real é possível de ser pensado e executado.
Turismo de Portugal, 2012
O design pode e deve ter um papel de vanguarda nesta acção de aplicar o conhecimento aos locais, de não permitir fugas da história. Porque ela já está na rede digital, mas agora falta ligá-la ao real. Podendo ser pensadas novas soluções em termos de usabilidade para as cidades através das novas tecnologias.