Black Box

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FASE #3

O cruzamento aleatório de conceitos resultante da máquina/sistema permite observar a criação de novos textos e conceitos.

A peça editorial resultante deste sistema resume-se ao registo desses cruzamentos efectuado por um componente dessa máquina aleatória chamado de caixa-negra. Neste equipamento opaco, onde não conhecemos o seu conteúdo nem funcionamento, vão sendo apresentados os registos de forma contínua e aparentemente infinita.

Black-box

 

Este equipamento de funcionamento obscuro ganha importância na interacção com o leitor, podendo ser consultado a qualquer momento. Cabe ao leitor criar esse momento, retirando de forma aleatória, parcial ou total os registos, através da sua consulta.

Black box

 

Em termos formais estes registos são um conjunto de cartões soltos e aparentemente aleatórios, onde está presente uma codificação em código binário. Este código é um registo impresso nos cartões onde poderá existir uma organização de ideias, cabendo ao leitor se o desejar organizar o que extraiu.

Black box

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POSTS RESULTANTES DOS CRUZAMENTOS DE INFORMAÇÃO:

#INTERACTIVIDADE

Acção/ Reacção. A evolução dos meios de comunicação nas últimas duas décadas veio alterar a maneira como o nos relacionamos com os meios de comunicação. A informação deixou de ser estática e passou a ser multissensorial. Passamos de ser um mero receptor para passarmos a fazer parte de um processo de comunicação interactivo, assumindo o controlo do modo como a informação nos é disponibilizada e apresentada. Para percebermos este fenómeno basta-nos olhar para um medium que já existia anteriormente a esta revolução. A televisão permite agora navegar na internet, gravar programas, voltar atrás numa emissão e até correr aplicações, trata-se de uma alteração geral dos meios para dar resposta à hiperestimulação sensorial e satisfazer as necessidades dos agora utilizadores.

text rain

"Text Rain by Camille Utterback

#COMUNICAÇÃO DE MASSAS

A comunicação de massas atinge o seu expoente máximo com a introdução da televisão. Este meio entra pela sala de estar da maior parte das casas do planeta, sem ninguém aparentemente se questionar. Esta invasão da privacidade vem permitir que o ser humano seja bombardeado com um excesso de informação visual não solicitada, causando uma manipulação do nível perceptivo, saturando-o. O desenvolvimento da internet e a sua penetração mundial tem substituindo gradualmente todos os outros meios de comunicação em massa, imprensa, radio, incluindo a televisão, simplesmente pela sua capacidade de juntar enumeras funções num só médium -o computador-, permitindo continuar o legado como principal medium de comunicação em massa.

 

#ESPAÇO SOCIAL VIRTUAL

Ao percorrermos as ruas da cidade, estamos inseridos num espaço social físico, onde podemos interagir com qualquer transeunte. Mas nos dias de hoje esta percepção de quem passa por nós fisicamente está a alterar-se. Este espaço físico ao ser substituído por um espaço social virtual está a atirar para o hiperespaço o relacionamento humano. Passeamos na rua com os olhos postos nesse espaço virtual através dos vários gadgets de acesso à internet. Esta nova tendência de virtualização nos relacionamentos, de pessoas que passam uma pela outra na rua e que não se falam mas que na rede social virtual são “amigos” vai moldar todo o modo de relacionamento humano, passando nós a ter amigos virtuais que não terão de ser amigos reais.

citywall

"Citywall" é um projecto de investigação de ZINC/Friche Belle de Mai (Marseille), Seconde Nature (Aix-en-Provence), Ecole Supérieure d’Art d’Aix-en-Provence, Digital Deluxe, FING e Telecom Paris-Tec.

 

#SUPORTE

A multiplicidade de suportes tecnológicos de informação, fixos, portáteis e de bolso permitem que possamos levar a informação connosco para todo o lado. A existência de toda esta informação poderia servir para estabelecermos uma relação entre o virtual e o mundo real. Esta informação necessita de ser aplicada aos edifícios, às ruas e aos locais históricos. Urge uma necessidade de que as características do digital sejam transportadas para as ruas do real, permitindo que o espaço físico seja mais cultural e que o real ganhe capacidades interactivas de informação. Mas esta transposição de informação não necessita de ser literal ou física pode ser em termos de extensão de uma memória colectiva.

 

Palavras-chave:
interactividade; suporte; espaço social virtual; comunicação de massas.